OS 7 PASSOS DO ELETRICISTA EMPREENDEDOR

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OS 7 PASSOS DO ELETRICISTA EMPREENDEDOR

Empreendedorismo, empreendedor… são palavras da moda, mas afinal o que isto significa? O que é ou o que caracteriza um empreendedor? E em relação a ser um Eletricista Empreendedor? Vamos ao longo desse artigo entender e responder essas perguntas.

Entre outras características, pode se considerar um empreendedor um indivíduo criativo, inovador e que se dispõe a investir, investir neste caso diz respeito a correr riscos; bem, se você não reúne essas características pode ser que esteja tentado a abandonar o texto, não faça isto!

Veja, pode ser que você de fato não possua essas características, não tenha nascido com elas ou não as tenha desenvolvido ainda. Opa! Olha o que eu disse, ainda. Destaco bem este ainda pois acredito que são características que podem se desenvolvidas; aliás, acredito que o ser humano é capaz de se desenvolver no que bem entender, basta ter vontade, a partir da vontade se buscam técnicas, orientações etc…

Ok, de maneira muito simples entendemos algumas características do empreendedor e que se você não as têm; é perfeitamente possível desenvolvê-las, agora por quê? Por que ser um empreendedor? Por que fazer um esforço para desenvolver as características de um empreendedor? Essas são questões legítimas e pertinentes, assim vamos focar na principal razão de ser um empreendedor.

O Eletricista Empreendedor na era da Informação

Vivemos a era da informação, onde tudo é pra ontem, os consumidores estão mas conscientes e exigentes, tudo muda o tempo todo e por tudo isso a concorrência está cada vez mais acirrada, assim para o prestador de serviço qualquer detalhe pode fazer a diferença, qualquer detalhe pode ser decisivo. Relembre algumas das características que citamos: o empreendedor é criativo e inovador, então o indivíduo que possui essas características tem muito mais chances de sobreviver nessa selva feroz, então se ser um empreendedor é uma questão de desenvolvimento e isso é vital para a sobrevivência a pergunta não é “por que ser um empreendedor?” e sim “por que não ser um empreendedor?”

Além disso é importante dizer que isso não vale apenas para quem quer ser ou é dono de seu próprio negócio. Muitas vezes cometemos o equívoco de achar que só o patrão é empreendedor. Não, na verdade isso vale também para quem é empregado. Reflita se tudo que disse acima quando me referi à era da informação não vale também para quem é empregado. Afinal quem é empregado é exigido por qualidade, produtividade, tem um monte de gente querendo seu emprego e por aí vai. Então é fundamental que em seu emprego você apresente um diferencial, uma atitude empreendedora, fazendo isso, não tenha dúvidas de que você aumenta sua empregabilidade, afinal qual é o empresário que não deseja um funcionário que pensa “fora da caixa” e que sempre apresenta soluções para os problemas.

Agora falando especificamente para você, amigo eletricista, por que, além de todas as razões acima você deve ser um empreendedor. Veja, quando digo empreendedor, estou falando empreendedor de verdade. Importante enfatizar isto porque não basta somente dizer que é empreendedor, é preciso viver isto, manifestar atitudes empreendedoras acima de tudo.

Por que é tão importante o Aspecto Comercial?

Ao longo de minha carreira observei que muitos profissionais; bons tecnicamente sucumbiram porque não se comportavam adequadamente sob o aspecto comercial. Isso é extremamente importante e muitas vezes deixado de lado por profissionais; sobretudo profissionais de áreas mais técnicas, como a do eletricista, por exemplo.

Isso é uma sacada muito importante e sobre a qual você eletricista deve refletir. Será que você tem apresentado uma atitude comercial adequada? Será que você acha que basta fazer uma boa instalação e o cliente estará satisfeito? Será que você já não perdeu serviços porque o cliente não simpatizou com você? Isso pode ter ocorrido e você nem se deu conta. Aliás, tenho um exemplo que vivencie em relação a isto; certa vez conquistei um serviço cobrando mais que meu concorrente simplesmente porque o cliente não gostou da maneira como a proposta do concorrente foi apresentada. Pois é, este é um exemplo real e prático de como um detalhe pode fazer toda a diferença.

Outro aspecto importante é que o serviço do eletricista não é um serviço qualquer, envolve riscos, muitas vezes complexos e exige que o profissional inspire confiança, com uma atitude empreendedora isso se torna muito mais fácil, você não somente inspira, mas conquista a confiança de seu cliente.

Os 7 Passos para se Tornar um Eletricista Empreendedor

Mas afinal, o que o eletricista que deseja ser um empreendedor deve considerar, que conhecimentos ou atitudes deve ter. Veja abaixo aquilo que chamo de os 7 passos para se tornar um eletricista empreendedor:

Passo 1 – Conhecer o cliente: O eletricista precisa saber quem é seu cliente e que fazer para conquista-lo;

Passo 2 – Apresentar-se com boa postura: isso é primordial para que um eletricista empreendedor obtenha destaque em meio ao mercado;

Passo 3 – Elaborar adequada proposta de serviço: Lembre de meu exemplo acima;

Passo 4 – Formalizar-se; Muitas vezes o cliente exige nota fiscal e atualmente é muito fácil atuar de maneira formal, como Microempreendedor Individual – MEI;

Passo 5 – Usar o Marketing; Há um grande equívoco que as pessoas cometem em achar que marketing é publicidade, não é só isso, é preciso compreender melhor essa ferramenta e utilizá-la corretamente.

Passo 6 – Conheça a concorrência; Não é importante somente se conhecer bem, é importante conhecer bem que está no mesmo mercado que você, adiantar a estratégia do outro pode ser fundamental.

Passo 7 – Use a tecnologia: Atualmente há aplicativos que permitem captar mais clientes.

Não tenha dúvidas que se aprofundar no conhecimento desses passos proporcionará a você um diferencial que será fundamental para o desenvolvimento de sua carreira. Venha participar da Semana do Eletricista Empreendedor! Um evento 100% Online e 100% Gratuito!

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ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL

No Brasil a energia elétrica começou a ser utilizada em meados do século XIX. Essa infraestrutura mostrou-se necessária com o desenvolvimento do setor urbano e expansão da indústria de construção civil. Com a presença da energia elétrica no Brasil. O país passou a evoluir e crescer economicamente com a implantação de serviços. Como iluminação, transporte, entre outros serviços públicos (Braga, 2008).

No final do século XIX e início do século XX, a indústria apresentou notável crescimento com o uso de equipamentos elétricos que substituíram as máquinas movidas a carvão vegetal ou mesmo a força humana (Gomes, 2002). Em 1889, foi construída a primeira hidrelétrica brasileira com potência de 250kW, a usina Marmelos-Zero. Nos 11 anos seguintes foram instaladas 10MW no país, sendo que 50% dessa energia foi gerada a partir de fontes hidráulicas (Braga, 2008).

No final da década de 1990 o setor de energia elétrica começou a ser regulamentado com a criação da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e do MAE (Mercado Atacadista de Energia), que ficaram responsáveis por delinear as condições de comercialização e distribuição de energia elétrica, estabelecendo assim, um alto padrão de concorrência no setor (Braga, 2008).

A ESTRUTURA DO SISTEMA ELÉTRICO

O sistema elétrico tem sua origem nas usinas geradoras. Onde variadas formas de energia são transformadas em energia elétrica, assim há usinas hidroelétricas, que correspondem à maior parte do parque gerador nacional. Termoelétricas, termonucleares e muito recentemente, observamos o crescimento das fontes alternativas de energia, como as usinas eólicas e solares.

A energia é gerada com um determinado valor de tensão elétrica, que precisa ser elevada para compensar a distância dos grandes centros de consumo. O que é possível através de uma subestação elevadora. Instalada imediatamente após os equipamentos de geração, assim, com valor de tensão mais elevado, a energia é transportada através das linhas de transmissão. Ao se aproximar dos centros de consumo a energia tem seu valor de tensão novamente reduzido. Através das subestações abaixadoras, a partir daí a energia é transportada através das linhas de distribuição.

É importante salientar que a tensão acima de 1000V em corrente alternada é considerada alta tensão. Há unidades consumidoras que são atendidas nesses níveis de tensão. Neste caso possuem subestações próprias que reduzem esses valores, permitindo o consumo da energia no funcionamento de seus equipamentos.

A maior parte das unidades consumidoras são atendidas em baixa tensão, ou seja, entre 50 e 1000V. No Brasil há unidades atendidas em 220/127V ou 380/220V, dependendo da região. Isso é possível através dos transformadores de distribuição, instalados nas redes de distribuição, assim após esses equipamentos há as redes de baixa tensão, as quais as unidades consumidoras em baixa tensão são interligadas.

Nas unidades consumidoras estão os equipamentos de utilização. Equipamentos que tem a propriedade de transformar a energia elétrica em outras formas de energia. Assim são as lâmpadas, o ar condicionado, o ferro elétrico, o chuveiro elétrico, as máquinas industriais e muitos outros.

Resolução 482/2012 da ANEEL

Uma alteração regulatória de 2012 mexeu com a estrutura descrita acima. Trata-se da resolução 482/2012 da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. Esse documento cria a figura da micro e minigeração.  Ampliando o conceito da geração distribuída. Permite que qualquer consumidor possa instalar em suas unidades fontes renováveis de energia para uso próprio. Com venda do excedente à concessionaria através de créditos na conta de energia.

Repare que se fala em fontes renováveis, o que exclui o uso de combustíveis fósseis, como o óleo diesel e o gás natural, por exemplo. Essa resolução tem em seu bojo múltiplos objetivos. Como por exemplo incentivar o uso das fontes renováveis favorecendo o meio ambiente, elevar a capacidade de geração do país. Sobretudo nesse momento de crise hídrica e reduzir o custo do consumidor com a energia elétrica.

Agora vai uma Importante Dica!

Como disse, no Brasil a tensão de fornecimento padrão, ou seja, aquele valor de tensão que é referência para ser entregue pela concessionária. Varia de região para região, assim esse é um cuidado que se deve tomar quando se faz uma viagem. Visto que se você vive em uma região cuja tensão de distribuição é 220/127V. Naturalmente seus equipamentos de utilização estarão adequados a esses níveis.

Neste caso pode-se afirmar que a maioria estaria adequada para 127V, ou seja, foi projetada para funcionar em 127V. Então, se você viaja para uma região em que tensão de fornecimento padrão é 380/220V. E você leva um desses aparelhos, por exemplo, um ferro elétrico ou um secador de cabelo. Se ligar em uma tomada que forneça 220V significa condenar o aparelho à morte, ele vai queimar.

Há os famosos aparelhos bivolts, esses geralmente funcionam sem problema em uma faixa de tensão que varia de 100/240V . Então não esqueça, ao viajar coloque esse item em seu check list.

“Qual a tensão de fornecimento padrão do local para onde irei?” e “Os aparelhos que levarei estão adaptados a esse padrão?”.

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O QUE SÃO INSTALAÇÕES ELÉTRICAS?

Basicamente, instalações elétricas são um conjunto formado por fios, cabos e outros acessórios. Com características coordenadas entre si e essenciais para uma finalidade determinada.

As instalações elétricas possuem componentes elétricos que conduzem a eletricidade, como os fios e cabos; e por componentes elétricos que não conduzem a eletricidade, mas que são igualmente essenciais, tais como, eletrodutos, caixas, suportes etc…

O conjunto desses componentes formam os elementos de uma instalação elétrica, como as linhas elétricas, que são constituídas por um ou mais condutores com os elementos de fixação ou suporte; os equipamentos elétricos, os dispositivos de manobra e os dispositivos de proteção.

É importante perceber que as instalações elétricas são complexas, requerem muito cuidados e por isso devem ser definidas em um projeto elétrico, cuidadosamente elaborado por um profissional especializado, ainda na planta feita pelo arquiteto (Portal da Construção Civil do Rio de Janeiro).

As instalações elétricas têm seu início na fase de concretagem e são concluídas após a pintura da edificação, na qual são instalados finalmente os espelhos das tomadas e os interruptores.

PROJETOS DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

De acordo com a NBR 5679/77. O termo projeto é apresentado como “definição qualitativa e quantitativa dos atributos técnicos. Econômicos e financeiros de uma obra de engenharia e arquitetura. Com base em dados, elementos, informações, estudos, discriminações técnicas, cálculos, desenhos, normas, projeções e disposições especiais”.

No projeto das instalações elétricas são definidos pontos de luz e tomadas da edificação e os diversos componentes necessários a seu bom funcionamento. Para que se faça um projeto adequado, é fundamental uma avaliação das necessidades de cada ambiente. E dos possíveis aparelhos eletroeletrônicos que serão instalados no local após a conclusão da obra (Portal da Construção Civil do Rio de Janeiro).

A elaboração de um projeto de instalação elétrica é fundamental para que haja durante as obras e após a conclusão da edificação. Segurança, funcionalidade, capacidade de reserva, flexibilidade, acessibilidade e condições de fornecimento de energia elétrica. Já a falta de um projeto de instalação elétrica pode ocasionar. Desarme de dispositivos de proteção, retrabalho na obra, queimas de componentes como lâmpadas, falta de pontos de tomadas, iluminação inadequada, aumento do consumo de energia, falta de materiais, propensão ao choque elétrico, aumento do custo de execução e curtos-circuitos e sobrecargas.

A NBR 5410

A NBR 5410, que estabelece as regras a serem obedecidas nas instalações de baixa tensão, em seu item nº 6.1.8.2, determina ainda que: “após concluída a instalação, a documentação indicada em 6.1.8.1 deve ser revisada e atualizada de forma a corresponder fielmente ao que foi executado”.

Finalmente, a NBR 5410, no seu item 6.1.8.3, estabelece a necessidade de elaborar um “manual do usuário”, que contenha os seguintes elementos:

  • Esquema(s) do(s) quadro(s) de distribuição com indicação dos circuitos e respectivas finalidades. Incluindo relação dos pontos alimentados, no caso de circuitos terminais;
  • Potências máximas que podem ser ligadas em cada circuito terminal efetivamente disponível;
  • Potências máximas previstas nos circuitos terminais deixados como reserva, quando for o caso;
  • Recomendação explícita para que não sejam trocados, por tipos com características diferentes, os dispositivos de proteção existentes no(s) quadro(s).

Todo esse planejamento e memorial que envolve o projeto das instalações tem por objetivo orientar o trabalho daqueles que serão responsáveis pela sua execução e garantir a funcionalidade e segurança para aqueles que posteriormente as utilizarão.

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ETAPAS DE UM PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

As principais etapas num projeto de instalações elétricas são:

  • Análise inicial. Que é a etapa preliminar do projeto de instalações elétricas de qualquer tipo edificação. Seja ela residencial, predial, industrial ou comercial. Nela são colhidos os dados básicos que orientarão a execução do projeto.
  • Fornecimento de energia normal. Já nessa fase do projeto, é preciso que sejam determinadas as condições na qual o prédio será alimentado. Com energia elétrica chamada “normal”, ou seja, a energia que alimentará em condições normais. Que na maioria dos casos, tem origem de rede de distribuição pública (de baixa ou média tensão) de propriedade de uma concessionária de energia elétrica.
  • Quantificação da instalação. Nessa etapa é necessário que sejam verificadas as potências instaladas e as potências de alimentação. De todos os setores e subsetores que serão submetidos a instalação elétrica. Entretanto, esse procedimento só poderá ser realizado se o profissional conhecer todos os pontos de utilização. E para isso é fundamental que haja um projeto bem elaborado.

Os Profissionais de Instalação Elétrica

Na grande maioria dos casos, os profissionais de instalação elétrica não tem conhecimento de todos os equipamentos que serão utilizados na edificação, nesse caso, o melhor a se fazer é comparar esse novo sistema elétrico à instalações semelhantes, obviamente sujeitos a revisões posteriores.

  • Esquema básico da instalação: esse esquema terá que ser escolhido de forma a se adequar perfeitamente às condições da instalação. Ele pode ser concebido, como um diagrama de blocos onde são indicados as subestações e os quadros de distribuição. A implementação do esquema básico, por meio do dimensionamento de todos os componentes, resultará no esquema unifilar final da instalação.
  • Seleção e dimensionamento dos componentes. É nessa fase do projeto que serão escolhidos e dimensionados todos os componentes da instalação do projeto elétrico. Como por exemplo, o cálculo de curto-circuito. A verificação da coordenação seletiva das proteções e a revisão dos desenhos e verificação de interferências.
  • Especificações e contagem dos componentes. Finalmente, mas não menos importante. Nessa etapa serão especificados e contados todos os componentes necessários para a execução do projeto elétrico.

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O ELETRICISTA INSTALADOR

A estrutura de um sistema elétrico e de instalações elétricas em geral exige o envolvimento de diversos profissionais, mas agora vamos destacar entre esses uma categoria que é de fundamental importância para este segmento, o eletricista instalador.

O Eletricista Instalador deve ter Qualificação Profissional?

O eletricista instalador deve ter qualificação profissional adequada, bem como todos os conhecimentos de normas e regulamentos que regem o funcionamento das instalações elétricas residenciais, públicas, comerciais e industriais (SENAI).

A capacitação supracitada pressupõe uma formação com sólida base teórica associada a conhecimentos práticos, que definirá um profissional não somente apto para atuar no mercado, mas além disso, diferenciado. É importante destacar isto pois há uma maior valorização para os aspectos práticos. E um certo desprezo ou subestimação das questões teóricas.

Mas a verdade é que uma complementa a outra, o profissional que possui uma forte base teórica e domina a parte prática é completo, já que sabe não somente como fazer, mas porque fazer, porque é daquele jeito, isso proporciona um destaque como diferencial sim, pois o cliente percebe que quem executa o serviço sabe perfeitamente o que está fazendo, percebe que aquele profissional tem total domínio da situação.

As Instalações Elétricas

As instalações elétricas possuem um determinado grau de complexidade que exige que aqueles que com elas lidam saibam o que, porque e como deve ser feito. De nada adianta um projeto bem elaborado, com todos os requisitos previstos nas normas, se for executado por um profissional sem a devida capacitação, em uma situação como esta a instalação está destinada a apresentar problemas além do normal ao longo de sua vida útil e, em alguns casos, precisa inclusive ser refeita, gerando retrabalhos, custos desnecessários e irritação do cliente.

Assim é importante destacar que a adequada atuação desse profissional é fundamental, uma vez que uma instalação malfeita pode gerar graves problemas, desde o consumo exagerado de energia elétrica ocasionado por fugas de corrente, a curtos circuitos, e até mesmo acidentes graves (Portal da Construção Civil do Rio de Janeiro).

Quanto mais este profissional investe em sua formação (não somente dinheiro, mas tempo, dedicação etc…), mais preparado estará para lidar com este importante elemento de uma edificação que são as instalações elétricas. Assim, além da formação básica, elementar para sua atuação, o profissional deve ter em mente a necessidade de sempre se reciclar e buscar seu aperfeiçoamento.

A NORMA NBR 5410

Qualquer profissional, seja de que área for, precisa seguir regras formais relativas a suas atividades, são instruções que visam padronizar procedimentos com foco sobretudo na execução bem-feita e na segurança do trabalhador e dos usuários. Com o eletricista instalador isso não é diferente, esse profissional precisa obedecer regras, no Brasil, as regras relacionadas aos aspectos técnicos são estabelecidas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, entre essas normas destacamos a NBR 5410 – Norma Brasileira 5410.

Importante!

Não confunda NBR com NR. As NBR’s são normas técnicas, estabelecidas através de debates, consensos e estudos relacionados ao tema e estipulam requisitos de qualidade, desempenho, segurança etc. e são, como já exposto acima, publicadas pela ABNT.

As NR’s, como a NR 10, por exemplo, são normas relacionadas com a segurança e medicina do trabalho e são publicadas pelo MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.

Voltando à NBR 5410, é importante dizer que esta norma define as condições adequadas para o funcionamento usual e seguro das instalações elétricas de baixa tensão, lembrando que instalações em baixa tensão são aquelas com até 1000V em tensão alternada e 1500V em tensão contínua.

Essa norma estabelece regras importantíssimas a serem obedecidas na concepção e execução de uma instalação elétrica, como por exemplo, código de cores dos condutores, sistemas de aterramento, quantidade de tomadas mínima prevista em uma instalação, além de estabelecer uma série de nomenclaturas fundamentais para a definição das instalações elétricas.

MERCADO DE TRABALHO

Há uma série de motivos para você se tornar um eletricista instalador, mas destaco o mercado de trabalho, óbvio, sem vender ilusões, que todas as categorias, com raríssimas exceções, foram afetadas por essa crise brutal que afeta o país nos último anos, mas  o eletricista instalador sofre menos, sofre menos porque há muitas opções de ambientes de trabalho, como por exemplo, indústrias, comércio, construção civil, concessionárias de energia, entre outros, pode ainda trabalhar por conta própria, ser dono de seu próprio negócio, ser seu próprio patrão, um empresário do ramo, por que não? Isso é perfeitamente possível.

Não há um piso salarial único para a categoria em nível nacional, segundo o site www.guiadacarreira.com.br, de qualquer forma sobre os salário normalmente há o acréscimo de 30% de adicional de periculosidade, agora se você é um eletricista que trabalha por conta própria, seus ganhos dependem de você, se for um profissional bem qualificado, com um bom poder de persuasão e negociação e disposição para o trabalho, pode auferir ganhos superiores a R$5.000,00 por mês.

Outro aspecto importante diz respeito ao fato de que a profissão de eletricista não se extingue, quem faz uma obra, uma reforma, precisa geralmente de um eletricista.

Seja como for, lembre sempre disto, nada é fácil, assim é preciso sempre buscar o aperfeiçoamento profissional, estar atualizado e atento às oportunidades.

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Treinamentos, Consultorias e Serviços.

Formando Profissionais A Partir De Uma Forte Base Teórica E Prática.