ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL

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ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL

No Brasil a energia elétrica começou a ser utilizada em meados do século XIX. Essa infraestrutura mostrou-se necessária com o desenvolvimento do setor urbano e expansão da indústria de construção civil. Com a presença da energia elétrica no Brasil. O país passou a evoluir e crescer economicamente com a implantação de serviços. Como iluminação, transporte, entre outros serviços públicos (Braga, 2008).

No final do século XIX e início do século XX, a indústria apresentou notável crescimento com o uso de equipamentos elétricos que substituíram as máquinas movidas a carvão vegetal ou mesmo a força humana (Gomes, 2002). Em 1889, foi construída a primeira hidrelétrica brasileira com potência de 250kW, a usina Marmelos-Zero. Nos 11 anos seguintes foram instaladas 10MW no país, sendo que 50% dessa energia foi gerada a partir de fontes hidráulicas (Braga, 2008).

No final da década de 1990 o setor de energia elétrica começou a ser regulamentado com a criação da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e do MAE (Mercado Atacadista de Energia), que ficaram responsáveis por delinear as condições de comercialização e distribuição de energia elétrica, estabelecendo assim, um alto padrão de concorrência no setor (Braga, 2008).

A ESTRUTURA DO SISTEMA ELÉTRICO

O sistema elétrico tem sua origem nas usinas geradoras. Onde variadas formas de energia são transformadas em energia elétrica, assim há usinas hidroelétricas, que correspondem à maior parte do parque gerador nacional. Termoelétricas, termonucleares e muito recentemente, observamos o crescimento das fontes alternativas de energia, como as usinas eólicas e solares.

A energia é gerada com um determinado valor de tensão elétrica, que precisa ser elevada para compensar a distância dos grandes centros de consumo. O que é possível através de uma subestação elevadora. Instalada imediatamente após os equipamentos de geração, assim, com valor de tensão mais elevado, a energia é transportada através das linhas de transmissão. Ao se aproximar dos centros de consumo a energia tem seu valor de tensão novamente reduzido. Através das subestações abaixadoras, a partir daí a energia é transportada através das linhas de distribuição.

É importante salientar que a tensão acima de 1000V em corrente alternada é considerada alta tensão. Há unidades consumidoras que são atendidas nesses níveis de tensão. Neste caso possuem subestações próprias que reduzem esses valores, permitindo o consumo da energia no funcionamento de seus equipamentos.

A maior parte das unidades consumidoras são atendidas em baixa tensão, ou seja, entre 50 e 1000V. No Brasil há unidades atendidas em 220/127V ou 380/220V, dependendo da região. Isso é possível através dos transformadores de distribuição, instalados nas redes de distribuição, assim após esses equipamentos há as redes de baixa tensão, as quais as unidades consumidoras em baixa tensão são interligadas.

Nas unidades consumidoras estão os equipamentos de utilização. Equipamentos que tem a propriedade de transformar a energia elétrica em outras formas de energia. Assim são as lâmpadas, o ar condicionado, o ferro elétrico, o chuveiro elétrico, as máquinas industriais e muitos outros.

Resolução 482/2012 da ANEEL

Uma alteração regulatória de 2012 mexeu com a estrutura descrita acima. Trata-se da resolução 482/2012 da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. Esse documento cria a figura da micro e minigeração.  Ampliando o conceito da geração distribuída. Permite que qualquer consumidor possa instalar em suas unidades fontes renováveis de energia para uso próprio. Com venda do excedente à concessionaria através de créditos na conta de energia.

Repare que se fala em fontes renováveis, o que exclui o uso de combustíveis fósseis, como o óleo diesel e o gás natural, por exemplo. Essa resolução tem em seu bojo múltiplos objetivos. Como por exemplo incentivar o uso das fontes renováveis favorecendo o meio ambiente, elevar a capacidade de geração do país. Sobretudo nesse momento de crise hídrica e reduzir o custo do consumidor com a energia elétrica.

Agora vai uma Importante Dica!

Como disse, no Brasil a tensão de fornecimento padrão, ou seja, aquele valor de tensão que é referência para ser entregue pela concessionária. Varia de região para região, assim esse é um cuidado que se deve tomar quando se faz uma viagem. Visto que se você vive em uma região cuja tensão de distribuição é 220/127V. Naturalmente seus equipamentos de utilização estarão adequados a esses níveis.

Neste caso pode-se afirmar que a maioria estaria adequada para 127V, ou seja, foi projetada para funcionar em 127V. Então, se você viaja para uma região em que tensão de fornecimento padrão é 380/220V. E você leva um desses aparelhos, por exemplo, um ferro elétrico ou um secador de cabelo. Se ligar em uma tomada que forneça 220V significa condenar o aparelho à morte, ele vai queimar.

Há os famosos aparelhos bivolts, esses geralmente funcionam sem problema em uma faixa de tensão que varia de 100/240V . Então não esqueça, ao viajar coloque esse item em seu check list.

“Qual a tensão de fornecimento padrão do local para onde irei?” e “Os aparelhos que levarei estão adaptados a esse padrão?”.

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